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Pense e aja

Para a infelicidade de mais da metade dos cariocas, o ex-candidato ao cargo de  prefeito do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, não foi eleito nas eleições do dia 26 de outubro.

Ora, se nós considerássemos à risca o parágrafo acima, perceberíamos que ele é incoerente. Em uma democracia, o candidato eleito é o que recebe 50% dos votos mais um. No entanto as forças políticas, que há muito detêm o poder, se encarregaram de modificar o resultado desta conta.

Como todos sabem, Gabeira recebeu a maioria dos votos entre as pessoas da Zona Sul, toda a área da Tijuca e alguns outros pontos do Rio que agora não me recordo. Gabeira também venceu entre os servidores públicos em todas as esferas administrativas.

Um método encontrado por Eduardo Paes e Sérgio Cabral, para “garfar” os votos de Gabeira, foi transferir o feriado do dia do funcionalismo público para segunda-feira após as eleições. Com isso, grande parte dos eleitores de Gabeira, preferiram aproveitar o feriado e viajar, e com isso, não votaram.

Outra forma de subtrair votos de Fernando Gabeira, foi a disseminação de panfletos apócrifos e órfãos, pois ninguém se declara como responsável por estes. Este material denegria a imagem de Gabeira de forma baixa e ilegal. Para obter o sucesso desta investida, estes panfletos foram distribuídos nos locais mais carentes da cidade. Pessoas que vêm sofrendo desde sempre com o descaso do governo e menos privilegiadas intelectualmente em sua formação, foram “contaminadas” por estes folhetos e acabaram por optar pela imagem de bom político que Paes fez questão de criar a respeito de si.

Há quem diga que o povo tem os políticos que merece. No entanto seria válido repensar sobre estas fraudes, que ferem não somente o código de ética, mas também a lei eleitoral. O somatório dos votos que foram alterados por estas fraudes, certamente é superior à diferença de votos entre os dois candidatos.

Se Paes não tivesse jogado sujo, certamente teria perdido, pois pelo menos pouco mais de 50% da população do Rio de Janeiro já não cai mais na lábia de políticos de sua estirpe.

O que aconteceu no Rio de Janeiro nas últimas eleições não pode ser chamado de democracia. A lei foi quebrada, houve fraude. Permaneceremos parados, mudos, espectadores?

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.

O que mais preocupa é o silêncio dos bons!

Martin Luther King

Pense sobre isso e aja. Lute pelos seus direitos.

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2 Comments

  1. Realmente Marcus, o que aconteceu foi uma palhaçada. Essa “maravilhosa” junção entre eles (Lula, Sério e Paes) claramente é apenas pelo interesse político, já que se “bicavam” em outras épocas.
    Chegar ao ponto de mudar feriado, distribuir panfletos contra o Gabeira, usar a comida do pessoal das escolas públicas, etc. é uma falta de vergonha e acima de tudo uma falta de respeito com todos nós, cariocas.
    Agora imagine o que vem ai pelos próximos 4 anos com o “fantástico” Eduardo Paes no comando do Rio. Preparem-se!

    Out: Blog tá maneiro pacas. Sempre acompanho, mas é o primeiro comentário em todo esse tempo. =D
    Abraço e boa sorte na nova fase. ;D

  2. Outra questão que também devemos acentuar é que boa parte dos votantes do Paes foi na Zona Oeste, que foi a área de menor abstenção nos votos do segundo turno. Já na Zona Sul, onde se concentravam os votantes do Gabeira, foi onde houve o maior número de abstenções pelo feriado.
    Coincidência? Acho que não.
    ? Acho que sim.

    Não é democracia um governo que obriga cada pessoa no país a votar; isso facilita a manipulação dos votos e dificulta a geração de bons políticos, com boas propostas de governo.
    O que é mais fácil para se eleger, convencer a parcela pobre da população (que é maior) de que suas propostas são boas (por mais infundadas que sejam, quem vai ligar pra isso?), e com isso conseguir seus votos; ou ter boas propostas e mostrar aos que têm cabeça que você é o melhor candidato?
    Algo que poderia ser uma boa solução para nossos problemas políticos é instituir o voto não-obrigatório; assim, quem acha que pode mesmo mudar o país, votando num candidato diferente, vai votar; quem não se importa ou acha que não vai fazer diferença, não vota em branco ou anula, simplesmente não sai de casa e não vota – e não faz lambanças como as que fizeram agora.
    E os políticos vão começar a trabalhar mais sério para mostrar a que vieram, e conseguir tirar as pessoas de casa para votar.

    Como passar essa idéia pra frente?

    {Out: Blog tá maneiro pacas. Sempre acompanho, mas é o primeiro comentário em todo esse tempo. =D
    Abraço e boa sorte na nova fase. ;D}[2]

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