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Acessibilidade já!

Pense rápido: Quantas pessoas com algum tipo de deficiência física ou visual cruzaram por você hoje? E na última semana?

Pense nisso também: Quantas pessoas com algum tipo de deficiência física ou visual você conhece e/ou convivem com você?

Agora responda: Você acha que estas pessoas têm os mesmos direitos que você?

Se você respondeu sim, mas concorda que tais direitos não são respeitados, seus pensamentos vão ao encontro dos meus e de uma pequena parcela da população, que pensa em encontrar soluções para facilitar o dia-a-dia dos portadores de deficiência.

Este post nasceu de uma conversa que tive com uma amiga minha que é deficiente visual.

Todo mundo sabe que os deficientes, mesmo sendo esquecidos pelos legisladores, não são esquecidos na hora de pagar os seus tributos.

Um dos muitos casos em que os direitos destes cidadãos, que são iguais a todos os outros, são esquecidos, se dá na operadora Oi de telefonia.

Nesta operadora não existe a possibilidade do deficiente visual receber a sua conta em braile. Também não há a opção do mesmo poder ouvir a sua conta por telefone. E quando eu digo que não há, eu quero dizer que nem pagando. Na vivo há a opção do usuário cego ligar para um número e ouvir a sua conta.

Acredito que cada um de nós possa fazer a sua parte para tornar a vida daqueles que possuem algum tipo de deficiência um pouco melhor e menos dependente da ajuda dos outros. A começar pela quebra de uma barreira chamada preconceito. Além disso, precisamos sair da inércia, agindo ao perceber que alguém precisa da nossa ajuda.

No Brasil existe uma lei que regulamenta a acessibilidade aos deficientes. Mas esta lei está praticamente toda voltada àqueles deficientes com dificuldade de locomoção. Na lei não está previsto, por exemplo, que as contas de serviços públicos ou sob concessão, devam ser acessíveis a deficientes visuais. Deveria estar, pois estes pagam as mesmas taxas, a mesma tarifa, e no caso do telefone, consomem mais, pois todo cego usa bastante o telefone por necessidade.

Vou encaminhar um email para os nossos representantes legais na alerj e espero receber uma resposta positiva.

Eu estou fazendo a minha parte, e você?

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3 Comments

  1. Essa questão de acessibilidade dos deficientes é um caso realmente problemático.
    Há algum tempo eu encontrei na Supervia, à noite, um deficiente visual que estava indo para a faculdade.

    Ele faz Direito, perto da estação do Méier (coincidentemente é meu caminho também), então acabei levando-o até a faculdade.

    Primeiro problema encontrado: porque diabos a escada rolante da estação nunca pára quieta? Às vezes ela sobe, às vezes ela desce, às vezes tá parada. E ele não sabe o que faz, se pode descer por ali, ou se tem que usar a escada convencional que dá na outra calçada.

    Daí fomos para a outra calçada. Outro problema: atravessar umas 3 ruas, umas com sinalização, outras sem. Nota: sinalização VISUAL, o cego tem que parar e ouvir os carros parando e rezar para ninguém avançar, daí atravessar a rua. E quando a travessia não tem sinal de trânsito? Ele pára. Pára e espera uma alma caridosa ajudar.
    Fora que os trens, tanto do metrô quanto da supervia, só avisam as estações quando querem. No metrô isso é algo mais constante, mas é frequente na supervia o condutor não avisar a estação, e os deficientes ficam perdidos, à mercê dos companheiros no vagão. Sei dessa situação porque normalmente pego o primeiro/último vagão da composição, que é mais perto da saída, e portanto é o vagão indicado para utilização dos deficientes em geral.

    Para concluir, não vamos esquecer do nosso meio: e a acessibilidade na web? Alguém já tentou usar um leitor de tela com sites nacionais? Alguém já precisou desenvolver algo para ser totalmente acessível? Visitem o site http://www.acessodigital.net, em especial, vejam o vídeo http://acessodigital.net/video.html. É um bom conteúdo e uma boa iniciativa para tentar corrigir isso, apesar de se ter muito chão pela frente, é bom entender o que está acontecendo e quais são os problemas.

  2. Enviei o email para a câmara de deputados e para a câmara dos vereadores.

    Vamos ver quantos vão, ou se vão responder…

  3. Bravo! Bravíssimo!

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